
A CPRH realizou, nesta quarta-feira (5), a soltura de animais silvestres na Comunidade Obra de Maria, com quem possui uma parceria. O local é cadastrado como área de soltura do estado de Pernambuco e está localizado no município de São Lourenço da Mata, às margens da BR 408.
Algumas espécies de serpentes e pássaros, timbus, quandu e bichos preguiça, foram reintegrados à natureza após passar por um processo de reabilitação no Cetras. A analista ambiental, Joice Brito, falou sobre a soltura dos animais. “Hoje nós realizamos a soltura de diversos bichos que chegaram ao Cetras por meio de apreensão, entrega voluntária e resgate. Todos esses animais estão ganhando uma nova chance de voltar à natureza. Os pássaros, por exemplo, passaram por um processo de fortalecimento da musculatura de voo, além de interagir entre si. Foi realizado um longo trabalho para que esses animais sejam reabilitados para o dia da sua soltura”, disse.

Além disso, a Obra de Maria é um santuário de animais mutilados que recebem a oportunidade de viver em um bom ambiente, fazendo parte também da educação e conservação ambiental. A bióloga do santuário, Viviane César de Lira, falou sobre o tratamento a que esses animais são submetidos. “Após o resgate e a triagem dos animais feita pelo Cetras, a CPRH notifica a Obra ao identificar algum bicho mutilado. Então os animais são avaliados e ficam em quarentena. Depois, nós juntamos esses bichinhos e os acompanhamos para ver se eles estão bem, fazendo o enriquecimento ambiental para que eles adquiram uma boa qualidade de vida”, afirmou Viviane.
A parceria entre a Agência e a Comunidade surgiu da necessidade de realocar os animais silvestres mutilados que não conseguem retornar à natureza. A CPRH pensou na criação do santuário na Obra de Maria – que possui uma área de mata densa e grande.

Também estiveram presentes os estudantes da escola estadual Professor Nelson Chaves, localizada no município de Camaragibe. A ação educativa faz parte da parceria entre a Agência e a Obra de Maria com as instituições que possuem interesse em participar das atividades.
A professora e bióloga, Ana Claudia, relatou que o principal objetivo da visita é sensibilizar os estudantes em relação à questão ambiental e dos animais silvestres, visto que há uma mata nas proximidades da instituição no qual são recolhidos vários animais. “Sabemos que muitas pessoas coletam animais silvestres na mata próxima e os criam em cativeiro. Então, a semente que plantamos hoje é essa, os nossos alunos serão multiplicadores da informação que o lugar do animal silvestre é na natureza”, enfatizou Ana Claudia.
A aluna Estefany Vitória, 14 anos, contou que, apesar do medo de alguns animais, sabe que é errado matá – los ou prendê-los. “Eu gostei muito desse lugar, é um local muito acolhedor e que cuida dos animais. Um ambiente cheio de criatividade! Eu não acho certo prender ou matar os bichos”, falou.

O estudante Davi Brasil, 13 anos, passou um recado importante para todos que encontrarem algum tipo de animal silvestre. “Se você encontrar algum tipo de bicho, como cobra ou timbu, você não pode pegar para cuidar. Ele faz parte do reino animal e precisa estar no seu habitat natural”, destacou.