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Araras sobreviventes a mutilações ganham novo local para habitar

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A Agência CPRH transferiu cinco Araras-macau para o Parque Estadual Dois Irmãos (PEDI), como parte das atividades da Semana da Fauna 2025, comemorada de 22 a 27 deste mês. Vítimas do tráfico de animais, elas estavam alojadas no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Agência. Como consequência do período ainda sob o controle do tráfico, elas chegaram ao Centro mutiladas, o que não permite o retorno à natureza, por não poderem mais voar. No Pedi elas iniciam uma temporada de quarentena, antes da liberação para o convívio com as demais da espécie. A entrega foi realizada pela vice-governadora, Priscila Krause, e pelo diretor-presidente da CPRH, José de Anchieta Santos.  

Das cinco araras que foram para o PEDI, quatro formam dois casais e uma estava avulsa, com sexo ainda desconhecido. Elas chegaram ao Cetras em 2023, provenientes de apreensões. Antes de seguirem para o novo ambiente, foram submetidas à coleta de sangue para exames e a retirada de penas para análise do DNA.  De acordo com o gerente da Unidade de Gestão de Fauna Silvestre da CPRH, Iran Vasconcelos, o procedimento é necessário para “atestar a sanidade e garantir a manutenção da boa qualidade de vida do animal para cumprir seu papel ecológico”. 

Naturais da bacia amazônica, as araras-macau possuem uma coloração vermelha intensa e asas com três cores: vermelho, amarelo no centro e azul na parte final, o que chama a atenção pela beleza da espécie. Geralmente habitam copas de florestas úmidas, margens de rios e clareiras, vivem em grupos e podem se misturar a outros bandos. Medem entre 80 e 96 cm de comprimento e pesam até 1120 gramas, bico grande, forte e curvo e patas com dois dedos para frente e dois dedos para trás, garantindo melhor fixação nos galhos das árvores. 

O Cetras abriga outros exemplares da espécie Arara-macau ainda em fase de reabilitação. Nesse caso, como não possuem nenhum tipo de mutilação, serão reinseridos ao ambiente natural, após o período de recuperação. No Cetras, após a triagem, o animal é acompanhado por veterinários e biólogos, e passa por procedimentos de reabilitação, de acordo com as condições físicas e de saúde, também recebem estímulos para treinar o retorno à natureza em condições aptas para sobrevivência.


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