Representantes de três diretorias da Agência CPRH participaram, da terça (9) até está sexta (12), de Oficina de Trabalho com Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (OEMAs), na cidade de Salvador (BA). Os debates giraram em torno das medidas necessárias para implementação do Plano de Ação Nacional para Conservação de Insetos Polinizadores (PANIP), entre elas, alinhar estratégias e fortalecer as políticas públicas para proteção de abelhas e lepidópteros (borboletas e mariposas). Pela CPRH estavam as servidoras Patrícia Tavares, da Diretoria de Monitoramento (DMAI); Danusa Ferraz, pela Diretoria de Licenciamento (DLAM) e Marthyna Bezerra, da Diretoria de Fiscalização (DFAM).

A oficina reuniu as principais contribuições de todos os participantes, priorizando a articulação entre os entes da Administração Pública Federal, os OEMAs e a sociedade, buscando integração na implementação do PANIP. As principais linhas de atuação institucional propostas foram: Fiscalização, Licenciamento, Planejamento Territorial – Cadastro Ambiental Rural/Reserva Legal CAR/RL) e Restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP). Para Patrícia Tavares, que integra o Grupo de Assessoramento Técnico do Plano, “as estratégias discutidas e elaboradas vão permitir a conservação da biodiversidade no território pernambucano”. Ela foi uma das proponentes da oficina. O encontro também abordou as possibilidades para criar e consolidar uma rede de colaboração entre os OEMAs (Grupo de Trabalho ou Fórum Permanentes); elaborar estratégias para alcançar os objetivos do PANIP; integrar as OEMAs em outras frentes de atuação na conservação do meio ambiente.
Atualmente, o PANIP contempla 56 espécies de insetos polinizadores ameaçados de extinção, além de outras com risco em listas estaduais. O Plano tem a finalidade de enfrentar as ameaças, entre elas, o uso inadequado de agrotóxicos, a perda de habitat, incêndios, mudanças climáticas e manejo incorreto de abelhas. O encontro foi realizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em parceria com o ICMBio, Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA), Câmara Técnica de Biodiversidade (CTBio), e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
