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Estudo revela novos registros de morcegos insetívoros em áreas de conservação de Pernambuco

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Mais de 10 novos registros da ocorrência de morcegos insetívoros aéreos foram detectados em três Unidades de Conservação (UC) em Pernambuco.  As observações ocorreram no Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Matas do Sistema Gurjaú (Jaboatão dos Guararapes/Moreno/Cabo de Santo Agostinho), Estação Ecológica (ESEC) de Caetés (Paulista) e na Unidade de Conservação estadual de Proteção Integral Mata do Camucim (São Lourenço da Mata). A constatação é fruto do projeto de pesquisa “Revelando os segredos do escuro: Monitoramento acústico de morcegos insetívoros aéreos em Unidades de Conservação Estaduais de Pernambuco” financiado pelo Programa de Conversão de Multas ambientais da Agência CPRH. 

O levantamento foi efetuado por meio de monitoramento acústico passivo (MAP), técnica que permite o registro não invasivo das atividades dos morcegos utilizando seus chamados de ecolocalização com uso de gravadores de ultrassom. As áreas estudadas são territórios remanescentes da Mata Atlântica que, até a pesquisa, não possuía inventário acústico de seus morcegos. De acordo com o diretor de Monitoramento Ambiental e Inovação (DMAI) da CPRH, Geraldo Moura, “Os resultados preliminares apontam para uma riqueza expressiva de morcegos insetívoros aéreos, que habitualmente são apenas estudados por métodos tradicionais, por captura com uso de redes de neblina”. Os dados obtidos poderão subsidiar a criação, revisão e o enriquecimento dos Planos de Manejo das áreas, ajudando na melhoria estratégias para conservação da biodiversidade. 

A área com maior diversidade foi a RVS Gurjaú, onde foram identificadas nove espécies. Todas elas típicas de ambientes florestais e regiões abertas adjacentes. Tais registros estão relatados no livro “Refúgio de Vidas Silvestre Mata do Sistema Gurjaú”, lançado recentemente durante as comemorações dos 49 anos da CPRH. Já na ESEC Caetés foram identificados oito novos registros, com morcegos insetívoros de bordas e clareiras florestais. Na Mata do Camucim, cinco novas ocorrências foram identificadas, com espécies florestais sensíveis, que reforçam a lista inicial de 40 espécies próximo de publicação na Oecologia Australis.

O projeto segue em andamento com apoio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com previsão de ampliação do monitoramento em 2026 para outras UCs, nos biomas Mata Atlântica e Caatinga. Os dados devem ser publicados no segundo volume do livro “Morcegos no Estado de Pernambuco”, previsto para o segundo semestre de 2026. O projeto de pesquisa reúne os biólogos Daniel de Figueiredo Ramalho e Edson Silva Barbosa Leal, além do diretor da DMAI da CPRH e docente da UFRPE Geraldo Moura.


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