O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (SEMAS/PE), em parceria com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), realiza consulta pública para debater a criação da Unidade de Conservação – Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Verde.
A Serra Verde está localizada entre os municípios de Serra Talhada e São José do Belmonte, no Sertão do Pajeú, e abrange uma área de 7.119,82 hectares no bioma Caatinga.
A região se destaca pela elevada biodiversidade, com espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, remanescentes de Caatinga arbórea em complexo relevo serrano, nascentes e cursos d’água estratégicos para a segurança hídrica, sítios arqueológicos com pinturas rupestres pré-históricas e formações rochosas de grande valor cênico – patrimônios naturais e culturais que pertencem a toda a sociedade pernambucana.
A proposta de criação da APA Serra Verde é uma categoria de uso sustentável, o que significa que a Unidade de Conservação é compatível com a permanência das comunidades locais e com as práticas tradicionais de uso do território. Sua criação não implica desapropriações e abre caminho para o fortalecimento do turismo de base comunitária, do ecoturismo, do extrativismo do coco-catolé e do umbu, das práticas agroecológicas e da produção de mel e seus derivados, gerando oportunidades de desenvolvimento para as populações do entorno.

A Serra Verde
A Serra Verde é uma formação serrana de elevada relevância ecológica, geoambiental, social e cultural, situada na Região de Desenvolvimento do Pajeú, no Sertão Central de Pernambuco. A área proposta abrange os municípios de Serra Talhada (68,5%) e São José do Belmonte (31,5%).
Geologicamente inserida na Província Borborema, a serra destaca-se por um complexo relevo montanhoso que contrasta com as superfícies aplainadas do entorno. Nas porções mais elevadas, o fator orográfico propicia a formação de microclima com maior umidade, gerando áreas de exceção ecológica que sustentam uma biodiversidade muito acima da média regional. Essa complexidade reflete-se nas distintas fisionomias da vegetação de Caatinga e na diversidade de solos, com presença de remanescentes raros de Caatinga arbórea.
A área abriga as cabeceiras dos Riachos Belém e Campina, além de nascentes que abastecem comunidades do entorno – recursos hídricos estratégicos em um contexto de alta suscetibilidade à desertificação. Entre os atrativos naturais e culturais destacam-se formações rochosas singulares como matacões, blocos graníticos e a Gruta Pedra de Dé Araújo; o Sítio Arqueológico Pedra do Camaleão, em São José do Belmonte, com pinturas rupestres pré-históricas sobre matacão granítico; e a Pedra de Lampião, de forte apelo histórico e simbólico. A região é também palco da tradicional Cavalgada à Pedra do Reino, patrimônio cultural imaterial do estado de Pernambuco.
A sua localização a cerca de 50 km do Parque Estadual Mata da Pimenteira cria potencial estratégico para a formação de um corredor ecológico na Bacia do Pajeú, ampliando a resiliência dos ecossistemas regionais frente às mudanças climáticas.

Consultas Públicas
Município: Serra Talhada
Data: 16 de junho de 2026
Horário: 8:30 às 12:30
Local: Escola Municipal Barão do Pajeú
Endereço: Rua Izidorio Conrado,s/n, Distrito de Bernardo Vieira
Município: São José do Belmonte
Data: 17 de junho de 2026
Horário: 8:30 às 12:30
Local: Escola Municipal José Mariano de Moura
Endereço: Travessa Mariano Barbosa, Distrito do Carmo
Documentos técnicos do projeto: