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CPRH realiza Operação Ninho Seguro na Estação Ecológica Serra da Canoa

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A atividade tem por objetivo coibir a caça predatória e o tráfico de animais silvestres, em especial do papagaio da caatinga que procura a unidade de conservação para se reproduzir

 
Agentes de Fiscalização da Unidade de Gestão das Unidades de Conservação (UGUC), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), realizaram, no último final de semana, mais uma etapa da operação Ninho Seguro, na Estação Ecológica Serra da Canoa, no município de Floresta, no Sertão de Itaparica. Na atividade, os profissionais realizaram  rondas na mata, ação desenvolvida na madrugada,  e  patrulhamento no interior e entorno da unidade de conservação, fazendo abordagens educativas e vistoriando as pessoas que trafegavam nas estradas vicinais.

Operação Ninho Seguro tem o objetivo de coibir a caça de animais silvestres e o tráfico de papagaios da caatinga, que utilizam a Estação Ecológica Serra da Canoa como área de reprodução. De acordo com o coordenador da Operação,  Cosme de  Castro, foram identificadas e vistoriadas algumas propriedades de pessoas suspeitas de praticar a caça e a captura ilegal de filhotes de papagaio e,  na madrugada, efetuadas rondas pela mata.

“As pessoas que trafegaram pelo local foram abordadas e vistoriadas. Nenhuma delas estava de posse de animais silvestres nem qualquer instrumento de caça, o que configuraria crime ambiental. Elas também colaboraram com a fiscalização e informaram que, no passado, tinham o hábito de caçar e de apanhar filhotes de papagaio, mas que já não praticam mais”, revelou.

De acordo com Castro, pelo trabalho realizado nesse final de semana não é possível concluir que a caça e o tráfico de papagaios tenham encerrado na Estação Ecológica Serra da Canoa. O resultado aponta que a presença ostensiva, mantida pela CPRH, tem contribuído para a diminuição de crimes ambientais na unidade de conservação. “Na segunda quinzena de fevereiro, estivemos nesse mesmo local onde, além das atividades de combate à caça, também realizamos o embargo de quatro áreas onde se faziam a extração mineral sem autorização”, apontou.

A operação Ninho foi desenvolvida com apoio de policiais militares da Companhia de Polícia Militar de Belém do São Francisco.

Penalidades – O papagaio da caatinga  é uma espécie ameaçada de extinção e a pena para quem pratica a caça, a guarda em cativeiro e a captura de filhotes para comercialização pode ser de  até um ano de detenção. Já a multa para quem comercializa papagaios retirados na Estação Ecológica, pode ser de até R$ 20 mil reais por cada animal apreendido, uma vez que as infrações ambientais cometidas em unidades de conservação têm o valor aplicado em dobro.

“Caso a pessoa não seja flagrada com animais silvestres, mas se estiver de  posse de algum instrumento utilizado para a caça ou aprisionamento desses animais, também estará incorrendo em crime ambiental e será passível de penalização que pode ser de seis meses a um ano de prisão, além de multa de até R$ 10 mil reais”, explicou o agente de fiscalização.


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