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CPRH analisa danos de acidente na BR-101 e participa de simulado no Porto do Recife

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A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) analisa os danos causados pelo vazamento de ácido clorídrico, após tombamento de um caminhão na BR-101, na noite da quarta-feira (27), com possível autuação da transportadora. O acidente ocorreu nas proximidades do Hospital Dom Helder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho, provocando o derramamento de 10,5 mil litros da substância e a formação de fumaça tóxica no local. Mesmo com o isolamento da área, parte do produto escorreu para a lateral da pista, alcançando a drenagem de águas pluviais. Logo após ser acionada pelo Corpo de Bombeiros, a Comissão Estadual do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2) prestou orientações sobre as medidas de contenção e suporte técnico de como lidar com o produto.  

Após o acidente, a empresa Ambipar realizou três contenções, utilizando 60 kg de cal, percorrendo cerca de 400 metros da área, até as proximidades da retaguarda do hospital, para neutralizar os efeitos do produto. No dia seguinte, fiscais da CPRH realizaram visita técnica ao local para acompanhar os trabalhos das equipes de remediação ambiental. Durante a inspeção, foram solicitados esclarecimentos adicionais à transportadora e iniciada a avaliação de possíveis danos ambientais significativos decorrentes do acidente. Ainda na noite do acidente, técnicos da transportadora estiveram no local para contribuir com as ações emergenciais.

Na mesma semana, para garantir o aperfeiçoamento das respostas rápidas em situações de emergência envolvendo poluição por óleo no ambiente portuário, a CPRH acompanhou a realização de um simulado de acidente, na quinta-feira (28), no Porto do Recife, área central da cidade. A equipe da Agência avaliou o uso de equipamentos, a conduta dos socorristas e as condições gerais para a boa prática em situações reais, especificamente com líquidos inflamáveis.

A coordenadora da Comissão Estadual do P2R2, Graça Cruz, ressaltou que a ação é habitual e obrigatória para garantir a segurança e a preservação ambiental, numa possível necessidade de atuação emergencial. No caso do Porto do Recife, algumas recomendações foram propostas para oferecer condições mais favoráveis na execução de atividades de emergência. O treinamento do Plano de Emergência Individual (PEI) do Porto do Recife contou com a participação do Corpo de Bombeiros Militar e da Capitania dos Portos. O acompanhamento e avaliação de simulados semelhantes é uma das atividades da CPRH, que une fiscalização, prevenção e educação ambiental no combate aos crimes e acidentes ambientais.   


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