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Chuvas intensas aumentam a presença de jacarés nas ruas

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Desde o início do mês de abril, quando as chuvas começaram a cair com mais intensidade,  aumentou a presença de jacarés nas ruas de municípios da Região Metropolitana do Recife. O fato acena para o perigo que é a aproximação da pessoa ou a tentativa de manejar o animal, sem o  adequado conhecimento para a ação.

“A tentativa de manejar o animal é extremamente perigosa, se as pessoas não receberam o treinamento para isso. É perigoso tanto para as pessoas, como para os animais, que podem ser feridos. Recomendamos que, ao invés de tentar capturar o jacaré, liguem para  o 190 ou o 193 e equipes da Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros, treinadas por biólogos da CPRH, realizam o resgate, com segurança. Apesar do susto, ataques de jacarés  são raros e costumam ocorrer quando o animal se sente ameaçado. A orientação é manter uma distância segura,  de pelo menos quatro metros de distância do animal e nunca tentar tocar ou capturar o jacaré, que pode se mover com rapidez, em curtas distâncias”, alerta o gerente da Unidade de Gestão de Fauna da CPRH, Iran Vasconcelos.

Após o resgate, os jacarés são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras Tangara), unidade da CPRH no Recife,  onde passam por avaliação, exames e cuidados veterinários. Em seguida, eles são devolvidos à natureza, em áreas protegidas, longe dos centros urbanos. “A orientação é clara: ao encontrar um jacaré, mantenha distância e acione as autoridades”, enfatizou o gerente.

Se, por um lado os jacarés, fora do habitat natural, sinalizam perigo às pessoas, o aparecimento desses  animais reflete um aspecto positivo:  a preservação ambiental da espécie. De acordo com o Iran Vasconcelos, com a redução da caça, garantida pela Lei 9.605 de Crimes Ambientais, a população de jacarés voltou a crescer. A espécie, que antes era  ameaçada de extinção, hoje é encontrada em muitos municípios pernambucanos, do litoral ao Sertão. 

Em Pernambuco, são registradas duas espécies do animal: o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) mais comum em áreas urbanas, e o jacaré-coroa (Paleosuchus trigonatus), de menor porte e típico de regiões de mata. Adaptado ao ambiente urbano, o jacaré-de-papo-amarelo utiliza os canais como rota e, com as cheias, passa a surgir com mais frequência fora do seu habitat. “O jacaré-de-papo-amarelo esteve, por vários anos, na lista de animais em extinção. Mas, atualmente, apresentam crescimento populacional, com aumento significativo no número de indivíduos”, comemorou Vasconcelos.


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