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CPRH utiliza plataforma Brasil Mais para identificar pontos de desmatamento

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Na edição de 2025 da Operação Mata Atlântica em Pé, 31 municípios pernambucanos foram vistoriados, no período de 15 a 19 de setembro. A Operação teve como objetivos identificar pontos de desmatamento da floresta nativa e responsabilizar os infratores, bem como viabilizar a recuperação das áreas degradadas. Para chegar às áreas desmatadas, a Operação Mata Atlântica contou com imagens de satélite, geradas pela plataforma Brasil Meio Ambiente Integrado e Seguro – Brasil Mais: suporte tecnológico utilizado pela Agência CPRH, que possibilita identificar, em tempo real, o dano causado ao meio ambiente. 

De acordo com o gerente da Unidade de Fiscalização de Recursos Naturais (UFRN) da CPRH, Luis Cometti, “Os alertas de desmatamentos são gerados automaticamente pela Plataforma Brasil MAIS, utilizando imagens de satélite. São imagens de alta resolução e de frequência diária, que agilizam o trabalho da fiscalização ambiental da Agência”. 

Conforme o diretor de Fiscalização Ambiental, Maviel Torchia, “A Unidade de Inteligência da CPRH cruza as informações da Plataforma, com informações internas da instituição. Isso é importante, porque verificamos se o desmatamento foi legalizado por meio da Autorização de Supressão de Vegetação e também pesquisamos dados no Cadastro Ambiental Rural, para identificarmos o responsável pela área. Foi assim que trabalhamos no planejamento das ações da Operação Mata Atlântica de Pé. E conseguimos obter bons resultados”. 

O saldo da Operação tem números expressivos: foram vistoriados 472 hectares do bioma Mata Atlântica, o que equivale a 661 campos de futebol. 14 toneladas de madeira foram apreendidas e 58 animais silvestres foram recuperados. As autuações geraram mais de um milhão de reais em multa contra os infratores. As áreas vistoriadas foram embargadas e os infratores estão obrigados a apresentarem à CPRH o Plano de Gestão da qualidade ambiental, com o programa de recuperação de área degradada. 

As ações, coordenadas pelo Ministério Público de Pernambuco, foram realizadas por equipes de trabalho, formadas por profissionais da CPRH, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma) e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA). 


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