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Livres e na floresta, de onde nunca deveriam ter saído

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Uma nova ação em prol do equilíbrio ambiental. Assim foi a soltura de 85 animais silvestres, realizada pela Agencia Estadual de Meio Ambiente (CPRH), em área de mata preservada pela Comunidade Católica Obra de Maria, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Uma nova chance para animais resgatados em criatórios ilegais, retirados do tráfego ou em situações de risco entregues voluntariamente pela população. Entre eles, répteis, passeriformes e mamíferos que voltam a povoar a floresta e seguem cumprindo seu papel na natureza. 

Todos os animais que agora chegaram ao território da Obra de Maria foram cuidados pelo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da CPRH, localizado no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife. Lá, eles receberam atendimento veterinário, cuidados específicos de acordo com o caso, como nutrição adequada e treinamento apropriado, para ter condições de voltar ao ambiente natural. 

Para o gerente da Unidade de Gestão da Fauna (UGF) da CPRH, Iran Vasconcelos, a partir da soltura, os animais voltam a cumprir sua função ecológica.  “Eles dispersam sementes, passam a se reproduzir e a ajudar a perpetuar a própria espécie, além de contribuir para a manutenção da floresta”. Durante a soltura, o fundador da Comunidade Obras de Maria, Gilberto Barbosa, não escondia a felicidade em ver os animais livres. “Que beleza. Que maravilha é a liberdade!” 

Além dos animais devolvidos à natureza, outros 27, sem condições de sobreviver independentes, também seguiram para a Obra de Maria, mas foram destinados a viveiros apropriados. São animais com deficiências, mutilações, má formação de membros ou cegos, que precisam de cuidados específicos. Nesse caso, um Termo de Guarda de Animais Silvestres (TGAS) é firmado, com validade de seis anos, contendo as regras e cuidados que devem ser seguidos para manter os animais saudáveis. 

Na área da Obra de Maria, em meio à mata, foram soltas jiboias, caninanas, cobras d’água, tejús, iguanas, preguiças, coandu, timbus carcarás, suindara, murucututus, gaviões, tiês, sabiás, sanhaçus, canários da terra e sibitos. Já nos viveiros, por precisarem de cuidados específicos, foram entregues diversas espécies de pássaros com deficiências ou outros problemas, um jabuti fêmea com mutilações e amputação, um macaco prego com problemas neurológicos e outra idosa. Vida nova, digna e longa para todos.


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